terça-feira, 17 de novembro de 2015

Para suportar as colinas do dia #42

E como nestes dias temos que falar ainda mais de liberdade, deixo a batida de Batida que, para além de música, reconhece o seu papel privilegiado para consciencializar.

"Tirar o chapéu", Batida

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Pelas colinas da minha vida #32

Nem sempre gostei do meu cabelo. Minei muitas vezes a minha auto-estima com pensamentos do género "não consigo tratar este cabelo", "não posso fazer penteados", "o cabelo liso é que é bom". Como consequência, passei grande parte da juventude com um cabelo amarrado, escondido, em vergonha. Entretanto passei pelas desfrisagens, até permanentes experimentei e lá consegui deixar o elástico que me apertava o cabelo... e todo o meu ser.

Até que, só agora, já na casa dos 30, me deparo com toda uma outra realidade: a possibilidade de amar as colinas dos meus caracóis naturais que, obviamente, arrastou consigo o amor por mim mesma. Deixei as químicas, a imensidão de produtos na banheira (e o dinheiro associado), a falta de confiança no cabelo (e em mim). Claro que haverá sempre algumas etapas que não poderei descurar para o manter saudável (hidratação, nutrição, reconstrução), nem produtos específicos. Mas é tudo tão mais fácil, com produtos mais baratos, nada de muitas exigências, alguns até caseiros (gel de linhaça maravilha!!!!!). Daí dar comigo a pensar muitas vezes: como é que só (me) descobri isto agora? Este é um dos principais motivos para os registos que aqui vou deixando, mais ou menos (mais vezes menos) regulares, de forma a manter uma espécie de diário destas minhas descobertas que, espero, possam vir a ser úteis para alguém perdido por aí (está aí alguém??).

No sábado, fui sair com uma amiga e o seu grupo de aulas de dança e notei que uma das raparigas olhava muito para mim. Admito que primeiro achei estranho, até desconfortável, contudo, continuei a quebrar o gelo com as pessoas que não conhecia e a conversar alegremente. Até que se deve ter criado um momento em que se sentiu à vontade o suficiente para me perguntar como fazia para manter o cabelo bonito. Só esta abordagem inicial deixou-me extremamente feliz, pois, se tivesse um cabelo feio ninguém me pediria conselhos, certo? Portanto, alguma coisa estou a fazer bem. Depois explicou que a sobrinha pequenina tem o cabelo igual ao meu e que não sabem como cuidar dele. Lá comecei a debitar aquilo que aos poucos fui aprendendo sobre as características do nosso cabelo, o cronograma capilar, as massagens de óleos tão importantes, o gel de linhaça. Enfim, para não a assustar disse que estaria disponível para, noutro contexto, lhe passar a informação ou escrever a receita do gel de linhaça para não se esquecer, por exemplo. A satisfação foi tal que me apercebi que só a ideia de pensar numa menina que não gosta do cabelo passar a tê-lo bonito, cuidado e valorizado vale a pena o esforço que faço para ir mantendo este blogue. Sim, porque isto de viver sozinha, sem familiares perto, com todas as responsabilidades em cima, um trabalho exigente, deixa muito pouco tempo livre para me dedicar, como gostaria, a este canto de reflexão e partilha. E sim, mais uma vez, às vezes penso que vou deixar a escrita em stand by. Mas depois penso na minha experiência e ao facto de não ter tido acesso a este tipo de informação. Afectou até a minha personalidade. Por isso, se é para meninas de tenra idade descobrirem como o nosso cabelo é lindo, tornando-se jovens valorizadas e cheias de orgulho, então que se continue.

domingo, 8 de novembro de 2015

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Para suportar as colinas do dia #36

Começar o dia que traz consigo o fim da semana com boa música!

"I was trying to sleep when everyone woke up", Noiserv

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Pelas colinas do meu cabelo #17

Colinas nos cabelos exigem rigoroso cuidado. Um desses cuidados é o tão badalado cronograma capilar que cumpro fielmente. Hidratação, nutrição, reconstrução, todos estes passos são dados para o destino final da beleza e saúde dos caracóis.

Início do mês, e após a reconstrução, volto à hidratação. Estava a usar a máscara da Fructis Hidra Liso, contudo, como acabou e, por norma só os compro em promoção (é que ficam a metade do preço!!), outra máscara captou-me o olhar, também ela em promoção, e decidi experimentar a máscara L'Oréal Elvive Caracóis colagénio. Numa leitura acelerada pela composição pareceu-me muito boa em termos de óleos e sem químicos que impedem a rotina low poo.

Dando-lhe uso, a máscara percorreu estas colinas como se por elas deslizasse: tem uma consistência semi-pastosa e parece que derrete quando colocada no cabelo. Parece que se sente logo um toque de seda. Fiquei fã! Em acréscimo, proporcionou um day after (ou o que chamo de dia sem pentear) maravilhoso. Topo da colina para esta máscara!



Para suportar as colinas do dia #35

Quem não tem os seus segredos...?

"Strange love", Halsey

sábado, 5 de setembro de 2015

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Lisboa Mulata #31

A diversidade de Lisboa permite campos escondidos de vinha. Leia aqui.

A vinha, o vinho e a aguardente velha que lisboa esconde
Fotografia © Gustavo Bom / Global Imagens

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Lisboa Mulata #30

Estou dividida com esta notícia: por um lado, a recuperação do único quiosque de Arte Nova de Lisboa só pode ser uma alegria; por outro, a ideia de sushi não encaixa, para mim, nesse espaço. E atenção que gosto de misturas... Talvez seja a forma como se apresenta: quase não se vê quiosque, só publicidade. Mas terei que caminhar até esse local estrelado para ter opinião mais formada.

quiosque anos 60 arnaldo madureira

NOORI QUIOSQUE TP28
Fotos: Observador

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Pelas colinas da minha vida #31

É bom sinal quando me perguntam qual o champô que uso (apesar de, no dia a dia, fazer co-wash e só usar um champô levezinho por semana e, no final do mês, o de limpeza profunda)!

Querem caracóis bonitos, não é? Muito trabalho e muito amor, meninas... e meninos.

Lisboa Mulata #29

O Festival Todos, com uma jornada de 7 anos, sobe a caminho da Colina de Santana, no Campo dos Mártires da Pátria. A interculturalidade tem espaço num dos espaços de beleza ainda por explorar em Lisboa (por mim, já desbravei e desbravarei sempre este espaço). Música, performances, dança, teatro, concertos, novo circo, visitas guiadas acontecem aqui, num local feito de Mundo. A não perder, de 10 a 13 de Setembro.

Festival Todos com nova localização em Lisboa
Foto: Hardmusica

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Para suportar as colinas dos dias #32

"[E]screver parece-se com pentear uma cabeleira em descanso num busto de esferovite", diz a autora Djaimilia Pereira de Almeida no seu livro Esse cabelo, um livro promissor, pelas críticas que li. Só o título e a capa captaram desde logo a minha atenção. Apesar de não conhecer o conteúdo, só o facto de alguém pegar num tema aparentemente fútil (cabelos) e fazer literatura já se afigura de coragem. Os crespos estão a ganhar o seu espaço e reconhecimento, tornando-se aqui também personagens centrais em histórias que acredito serem de jornadas e descobertas, tal como acontece neste blogue. Deixo o link para uma crítica de alguém que já leu. Estou curiosa!

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Para suportar as colinas dos dias #31


Logo vou torrar ao sol. Mulata mais negra ainda!

Pelas colinas do meu cabelo #16

Hoje foi dia de reconstrução. Assim acontece no último fim-de-semana de cada mês, quando faço um tratamento mais intensivo às colinas do meu cabelo. Finalmente consegui encontrar uma rotina que se adequa aos caprichos da minha cabeleira e, também, os produtos mais adequados. O que aqui se regista aplica-se ao que tenho vindo a sentir com os meus cabelos, não sendo uma fórmula milagrosa para a generalidade dos cachos/crespos. Sabemos a especificidade e diversidade dos cabelos encaracolados/crespos (do 2b ao 4c), pelo que convém conhecer bem o nosso cabelo e fazer várias experiências até acertar na mais indicada para o nosso perfil. Eu experimentei muuuuuuuiiiiiitos produtos e muuuuuuiiiitas técnicas (e continuo a experimentar!) e cheguei a estes três produtos no dia da reconstrução:



Primeiro começo com uma massagem capilar com azeite virgem extra, de preferência morno, para hidratar bem o cabelo antes da utilização do produto de limpeza profunda, que neste caso é o champô da Avlon Keracare 1st lather. Só o uso uma vez por mês, antes da reconstrução, por ser muito forte, uma vez que a intenção é limpar os químicos e sujidade que se acumulam ao longo do tempo, não retirados pelos champôs comuns. Sinto que abre bem as cutículas ao sentir o cabelo áspero, o que ajuda na penetração posterior da máscara. Como se vê na imagem, a máscara é a Absolut Repair Lipidium da L'Oreal. É uma máscara de consistência pesada que ao primeiro toque com o cabelo o deixa sedoso. Faço sempre uma massagem mecha a mecha para ajudar a espalhar e penetrar no fio. Apesar de satisfeita, estou ansiosa para que ela acabe, iniciando a busca de uma máscara igualmente boa mas sem amodimethicone, uma vez que estou a reduzir o uso de champô com sulfatos e, como consequência, o uso de silicones. Sugestões aceitam-se de bom grado!

Para terminar em beleza o ritual, também de beleza, do Domingo de manhã, e após deixar a máscara actuar no cabelo com uma toalha aquecida, uso um amaciador super barato (compro sempre em promoção a metade do preço) e fácil de encontrar: o Ultra Suave da Garnier de côco. Espalho sobretudo nas pontas e vou desembaraçando com a minha escova maravilha que tive que pedir à minha querida Mãe, pois descobri que o meu cabelo ficava com menos frizz se penteado por ele (molhado, claro está, pois pentear a seco já sabemos no que vai dar...). Portanto, o truque também é descobrir a vossa alma gémea no universo das escovas: posso dizer que tive sorte e encontrei a minha por acaso, à primeira vista. Sim, é paixão! Como nas relações humanas, a coisa pode não ser assim tão fácil convosco, dada a diversidade desta parafernália, porém, há que insistir e insistir e insistir. Por fim, e depois de dar muito uso à escova, tiro o amaciador com água fria e finalizo com uma caneca de água fria com uma colher de sopa de vinagre de sidra. Primeiro o cheiro faz confusão, no entanto, garanto que depois desaparece. E como envolvo logo a cabeça numa t-shirt velha, a água e o cheiro são logo absorvidos (pobre t-shirt!).

A maravilha acontece quando uso o gel de linhaça (sou fã!!!!!) : colinas de caracóis a ganhar vida e elasticidade! Cansada, mas feliz!

sábado, 29 de agosto de 2015

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Diversidade em compras #3

Padrão étnico, sapatos confortáveis!


Para suportar as colinas dos dias #27

Descobri este grupo num recente concerto muito intimista. A força, a diversidade e a componente estética foram uma constante que agora confirmo neste vídeoclip. Meninas cheias de colinas nos seus caracóis, jubilem-se!!

"QueenS", THEESatisfaction

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Diversidade em compras #2

Apaixonei-me!!!!!!!!!!!!! Atenção, nada de histórias. Apenas não resisti a esta clutch, tão diferente, tão oriental, tão mundo.


Para suportar as colinas dos dias #26

"Experimente deitar um olhar blasé para a Natureza; 
um dia ela te dará uma resposta."
Tony Ramos

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Diversidade em compras #1

Eis a montra das minhas diversas compras que reflectem a diversidade que há em mim. Se são compras de bom gosto ou não, será muito relativo dizer. Alguns identificar-se-ão, outros acharão uma aberração. Eu gosto, pois claro! Aliás, são peças de paixão que aqui destaco.

E paixão é o que cá vai dentro por Lisboa. Olhei para esta mala na prateleira da loja e nem pensei duas vezes. A sério??? Uma mala com uma imagem da Praça do Rossio, local de passagem quase diária e permanências observadoras dos que por ali vão e vêm, durante o ano passado? Já cá anda comigo nestas jornadas do quotidiano. Não a largo... (mas assim não vai durar muito...).



Para suportar as colinas dos dias #25

Adoro esta versão! Vamos lá caminhar por estas colinas!

"These boots were made for walking", The Legendary Tigerman

domingo, 23 de agosto de 2015

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Lisboa Mulata #28

A dança une. Já escrevi isto aqui algures. E liberta. Lisboa, palco da diversidade, torna-se também palco de vários estilos de dança. Ainda por cima é tudo gratuito. Ora leia aqui.

Lisboa dança na rua: é giro e não se paga
 Fotografia © Orlando Almeida / Global Imagens 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Lisboa Mulata #27

A diversidade de eventos de Verão já anda na rua: música, cinema, dança e artes visuais são algumas das propostas de lazer no cenário da cidade luz. Mais informações aqui.


Lisboa na rua

Para suportar as colinas dos dias #22

Paz é o que se quer... Música iluminada!

"Discussão", João Gilberto

As colinas dos meses #9



Passadas largas aqui no blogue por entre meses de intenso crescimento, de auto-conhecimento, de valorização pessoal e de diversão. Claro está que o tempo para a escrita fica reduzido a pouco... pronto, a nada. Mas "no stress". Nada de pesos na consciência: nem tudo fica aqui registado, porém o essencial prevalece. Leio caminhadas anteriores e sinto-me bem com o balanço positivo. E Julho foi o ponto alto desses balanços. Se costumo dizer que Junho é o meu mês preferido, este ano Julho não lhe ficou atrás... não fosse ele o sétimo mês do ano (meu querido número 7). Julho foi mês de abertura, de acolhimento de novas pessoas na minha vida, de partilha de experiências, de entrega. Com muito retorno, é óbvio, pois só assim funciona o Universo.

Metade de Agosto passado, semelhante caminho trilhado. O encerramento a que me impunha anteriormente desaparece a cada abraço, a cada sorriso, a cada palavra saboreada. Grandes conquistas se avistam, outras já se afirmaram. A mudança para melhor continua!

Ah, e o meu cabelo está tão giro!!!!!!! Amo-o cada vez mais! Amo-me cada vez mais!



Fontes das imagens: casasdacarla.blogspot.com, vidaemcristocmg.blospot.com, ambientevistoriado.com

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Pelas colinas do meu cabelo #15

Mais uma descoberta para cuidar do meu cabelo da melhor forma: quando este começa a ficar com um aspecto grosso, com muito frizz e seco, pode ser sinal de reconstrução a mais. Aí é apostar na hidratação e na nutrição. Com bons produtos, claro! A caminho de entender a linguagem das colinas dos meus cabelos!!

quarta-feira, 3 de junho de 2015

As colinas dos meses #8


Duplamente feliz: estou de férias e entrámos em Junho! Para mim, este mês sempre foi sinónimo de energia positiva, de sol, de sentir a vibração de festa da cidade de Lisboa, de nos sentirmos mais leves, enfim, tanta coisa boa que não há explicação. Agora que a Vida me levou para outras paragens, regressar a estas ruas de calçadas e colinas traz-me ao meu estado mais puro de alegria. Ao mesmo tempo, as férias convidam-me a entrar em modo hibernação. Portanto estou aqui entre o querer ver (Lisboa, Lisboa, Lisboa), querer fazer (decorações de Santo António), o querer aproveitar (a agenda está cheia de eventos), o querer passear (Lisboa a meus pés) e... o querer ficar esticada no sofá a ler, a pôr as séries em dia, a apanhar sol no quintal. O tempo passa a correr, mas com equilíbrio tentarei conciliar a parte mais enérgica com a outra mais relaxada de mim.

Pelo meio, o meu cabelo continua a pedir os mesmos tratamentos. Ou talvez mais, pois com o sol e o calor que se fazem sentir, as espirais ficam mais ressequidas. E por aqui não tenho o meu aloé vera, ai! Mas tenho o óleo de coco que também tem ajudado. A acrescentar que pelas colinas da minha cidade também consigo encontrar mais produtos adequados (tenho que ir comprar uma máscara hidratante boa com urgência!).

Após a bonança (ou seja, este período de descanso), sei que o tempo complicado de regresso ao local onde vivo não será fácil, como sempre, mas cada vez mais me surpreendo com a minha capacidade de superar as dificuldades. O orgulho continua cá e, caramba, tenho sido uma mulher de armas! Continua assim, miúda!


segunda-feira, 23 de março de 2015

Pelas colinas da minha vida #29

Que nem coelho (mas aqui mulato!) da Alice no País das Maravilhas, estou atrasada na experiência de meditação do Deepak Chopra e da Oprah e, para acelerar, hoje quero fazer duas meditações. Já fiz de manhã e agora farei depois de acabar esta publicação. Assim, numa assentada só, aqui esta menina que quer ser cada vez mais prática para aproveitar da melhor forma a vida, deixa os dois pensamentos sugeridos pela meditação:

Adquiro visão e inspiração através da minha mente.

As minhas emoções são as minhas aliadas mais íntimas.

Muito há a reflectir sobre estas duas frases, mas amanhã levanto-me às 6:30 e o sono já espreita!

domingo, 22 de março de 2015

Outras histórias crespas

Adoro os vídeos da Rayza Nicácio porque são muito genuínos e, em acréscimo, mostram despretensiosamente aquilo pelo qual muitas de nós, crespas, passam ou passaram. Quem nunca usou o cabelo lambido? Quem nunca lutou contra a natureza volumosa dos nossos caracóis? Quem não gasta rios de dinheiro em cremes e gel? Então quando a Ray fala nas costas molhadas e o cabelo duro deu-me logo vontade de rir, porque, pois claro, já fiz essa figurinha. E a franjinha alisada também não faltou! As costas molhadas ainda acontece por vezes, já que, quando lavo o cabelo, gosto que ele seque naturalmente. Quanto ao resto, quero assumi-lo como é, volumoso, com caracóis, cheio de força e personalidade.

Acho que a Ray faz algo corajoso: ninguém gosta de relembrar situações embaraçosas e acho que mostrar certos penteados do antigamente não é para todos. Eu pelo menos gosto de deixar bem guardadinhas no baú as memórias fotográficas de certos penteados! Deixo o vídeo para apreciarem... e relembrar "bons" velhos tempos!


Pelas colinas da minha vida #28

Ai estas ausências deste meu cantinho de equilíbrio... Infelizmente, estes últimos tempos têm sido tão absorventes que algo tem que ficar para trás. Mas fico em paz com isso, se não consigo fazer, paciência. Ansiedades já me bastam as do meu Ser, não quero inundar-me com mais. No entanto, sinto que deixar aqui as pegadas do meu percurso, quer a nível mais físico, com estas colinas dos meus cabelos, quer a nível mais interno, com as várias etapas das colinas da vida, me ajuda, nem que seja numa perspectiva posterior, em que retorno para me orgulhar das jornadas que tenho feito.

Reparo que 2015 ainda só teve uma publicação. Preguicite, hibernação? Não, trata-se sim de muita agitação. Depois de novo desaire amoroso (é para aprender!), de questões mundanas como voltas e voltas burocráticas sem fim, entre bancos, notários, há, contudo, uma busca para me manter centrada em mim, para me cuidar, para me amar. Embora nunca tenha sido muito fã, a inscrição no ginásio é a busca por esse movimento libertador. 

Quanto aos meus caracóis, tem sido um momento de enamoramento: consegui encontrar uma rotina que me serve (que a seu tempo deixarei aqui relato) e, ao mesmo tempo, essa rotina já dá frutos (ou raízes, neste caso!) muito positivos: depois de uma queimadura capilar feia por um processo químico manhoso, o meu cabelo sempre demorou muito a crescer. Agora vejo novos cabelos a despontar com um vigor e beleza que me deixam muito felizes. São raízes muito saudáveis, de aspecto hidratado e nutrido, porventura devido à ajuda das massagens capilares que agora faço com frequência, usando alternadamente azeite, óleo de coco e aloé vera.

Num plano mais interior, a minha busca pela paz interior mantém-se e a palavra de ordem continua a ser o orgulho. A meditação é a bengala desta caminhada e retomei nova experiência com o Deepak Chopra e a Oprah. Deixo aqui novo registo destes 21 dias, embora com um pouco de batota: é que já começou há uns dias e só agora venho aqui.

Ao quarto dia, o tema de reflexão da experiência de meditação Oprah & Deepak 21-day meditation é:

Eu obtenho ligeireza e energia através do meu corpo.

Nem a propósito, surge esta meditação (as coincidências que me têm acontecido ultimamente!!!) a propósito do amor próprio, venerando o corpo que temos, o nosso alicerce, o nosso aliado neste plano físico. Assisti nestes últimos dias a várias conferências que tinham como tema comum o Belo. Questões filosóficas e literárias à parte, a verdade é que o Belo somos nós, na nossa diversidade e singularidade. Conseguir encontrar o Amor por nós é que nos liberta de ideais de beleza ridículos que o são, por serem impossíveis de se generalizar. E ainda bem, pois assim seríamos todos gémeos, que chatice! Cuidemo-nos, amemo-nos e o Belo aparecerá, definitivamente, em nós!





domingo, 4 de janeiro de 2015

As colinas dos meses #7




Orgulho é a palavra que dá o mote a este mês de Dezembro que terminou. Aliás, posso dizer que este último mês condensou muitas das vivências tidas ao longo do ano, com altos e baixos que todos temos, com melancolias e alegrias, mas, no final de tudo, um grande sentimento de orgulho pelas conquistas antes nunca esperadas.

Vários acontecimentos puseram-me à prova, com tristeza à mistura. Contudo, os alicerces do meu Ser têm sido reforçados com esta caminhada de experiências e soube ver as situações sob o ponto de vista do "Para quê?" em vez do limitado e estrangulador "Porquê?". E, sem dúvida, que a resposta se mostrou esclarecedora: para me reforçar e dar espaço à minha nova assertividade e visão alargada do que me rodeia. Se não é de uma forma, há caminho para outra perspectiva e nova solução. Servem também estes acontecimentos para deixar as máscaras e simplesmente Ser, sendo directa quanto ao que penso da situação. O truque para uma vida em paz é dar voz aos sentimentos, através da verdade, mas sem que esta seja dolorosa ou rude para o outro. A calma e o humor são duas ferramentas óptimas para equilibrar esta questão.

Mais uma vez, este mês, mostrei a mim mesma que sou capaz até do que pensava não ser capaz. Ultrapassar o que achamos ser os nossos limites é, de facto, um clímax que nos transporta para um outro estado de percepção: e tudo o que nos rodeia se transforma na mais bela obra de arte. Aliás, a Vida é uma obra de arte!

Quando chegarmos aos instantes antes do último suspiro desta vida, o que gostaríamos de recordar? Os dias a trabalhar intensamente, o dinheiro que fomos juntando, os problemas em que nos concentrámos obsessivamente? Ou nas experiências, umas mais positivas que outras, mas sem dúvida enriquecedoras, que tivemos ao longo da vida? Experiências essas que nos fizeram ver novos lugares, cheirar o que desconhecíamos, ouvir a melodia desta energia que nos une, conhecer novas pessoas, vidas de aqui e de além que nos fazem ponderar na relatividade das coisas. Creio que não será difícil adivinhar a minha escolha, por isso, que 2015 seja AGORA, CADA INSTANTE, NO SEU MELHOR! Por alguma razão 2015 foi proclamado o ano da Luz...


Fonte das fotos: raios_luz_solar_15www.mdig.com.br , messagesquotes.com, rosaleonor.blogspot